terça-feira, 21 de novembro de 2017

É preciso reduzir os impactos dos pássaros nas edificaçõe




Os pássaros enxergam as grandes fachadas envidraçadas, ainda mais quando espelhadas, como a continuação do céu para voar e para onde mergulham e acabam sofrendo o impacto, muitas vezes, resultando em morte. Outra vezes, ao enxergarem o próprio reflexo nas grandes superfícies espelhadas, atacam a superfície, como se fosse um inimigo, também resultando em danos graves. A colisão de aves contra vidraças e muros de vidro é a segunda maior causa de morte de pássaros no mundo.

Estima-se que até um bilhão de pássaros morrem por ano nos Estados Unidos ao impactarem em janelas e paredes de vidro, tornando os edifícios a maior ameaça existente a eles. O dano é tão grande que hoje já consta na certificação LEED, como crédito piloto 55, a diminuição dos impactos dos pássaros nas edificações, criado para tentar reduzir este acidente.



De acordo com levantamento do Instituto Passarinhar, 77% dessas colisões terminam em morte imediata do animal. “E muitos ainda morrem em consequência do choque, ainda que bem depois”, afirma o biólogo Sandro Von Matter, diretor da instituição, pesquisador em conservação da biodiversidade e consultor do Earthwatch Institute no Brasil e do Escritório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente no Brasil (PNUMA).

Mais de 20 espécies de pássaros cujas populações estão diminuindo, e que podem correr o risco de extinção, são pássaros que morrem frequentemente em colisões com edifícios.

Segundo a arquiteta Adriana Noya , algumas medidas podem diminuir as fatalidades. É preciso desenvolver uma estratégia de desenho da fachada do prédio e estruturas do terreno que se tornem visíveis e barreiras físicas para os pássaros.



- Maior potencial de ameaça :

- Vidro altamente refletivo ou completamente transparente


- Vidro com estrutura refletiva ou transparente interrompida por um padrão baseada na regra 2x4

- Superfícies refletivas ou transparentes protegidas por telas, persianas ou brises, em que o vidro exposto resultante satisfaça a regra de 2x4

- Vidro translúcido com superfícies opacas ou texturizadas

- Menor potencial de ameaça : superfícies opacas

A regra 2 x 4 é definida no módulo de dissuasão de colisão baseado no perfil físico de um pássaro em voo. Uma pesquisa recente definiu um módulo máximo de 5 cm de altura por 10 cm de largura.




- Iluminação exterior:

Luzes externas do prédio que não sejam para segurança, entrada do prédio e circulação, devem ser automaticamente desligadas da meia noite às 6 da manhã. Caso seja necessário usar estas áreas fora destes períodos, estes sistemas devem poder ser ligados manualmente.

Mas mesmo sem optar por certificar a edificação como LEED nem optar por atender este crédito mesmo se estiver certificando LEED, existem algumas soluções que podem diminuir este problema, como por exemplo, plantar árvores altas para que o pássaro as enxergue como barreiras, não voando em direção à edificação.

Há, ainda, no mercado algumas soluções consideradas amigáveis aos pássaros pelo American Bird Conservancy (Órgão de proteção dos pássaros). Já foram desenvolvidos vidros comum tratamento invisível aos nossos olhos, mas que os pássaros enxergam como se fosse uma teia e, consequentemente, tornam-se um obstáculo. Algumas películas aplicadas da forma correta podem ter o mesmo papel, caso o vidro esteja fora de questão. Hoje em dia é importado da Alemanha.

É possível incorporar alguns elementos às janelas de residências e painéis de edifícios, diminuindo o risco de colisão. A aplicação de fitas, filmes, tinta ou decalques do lado exterior, além da instalação de redes na frente dos vidros são algumas das soluções, já que criam barreiras visuais que permitem que as aves sejam capazes de detectar a presença de um obstáculo.

Outra técnica que pode funcionar é aplicar adesivos com sombras simulando pássaros grandes em voo. Os pássaros menores temem o ataque e evitam o percurso.


A arquiteta Adriana Noya que recebeu premiações relacionadas à Sustentabilidade como a Menção Honrosa no Prêmio Planeta Casa e o Prêmio Casa Cor de Sustentabilidade, afirma :- “sempre que um edifício é projetado é importante pensar nisto também: sustentabilidade não é só conservar água, energia e materiais, mas é também interferir o mínimo possível na natureza, e se possível ainda deixando um impacto positivo”.



Autoria: Vininha F. Carvalho

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Cão guia , sinônimo de fidelidade no caminho dos deficientes visuais



Um registro em madeira, realizado na Idade Média, ilustra um homem cego, conduzido por um cão em uma coleira, provando que relação entre cães e seres humanos portadores de deficiência visual é muito sincera, e antiga. Os cães-guias foram relatados em alguns versos populares datados do século 16 e mencionados em livros sobre educação para cegos no século 19.

A adoção do cão guia começou a ser feita, de forma mais representativa, na época da Primeira Grande Guerra, momento este em que muitos soldados acabaram cegos. O médico alemão, Dr. Stalling, foi o precursor dessa ideia. Tempos depois, em 1916, a primeira escola de cães-guia do mundo foi fundada na Alemanha. Tal iniciativa foi logo seguida pela Grã-Bretanha e Estados Unidos. No Brasil, o cão-guia surgiu algumas décadas depois.

Os cães-guias fornecem mais segurança e agilidade aos deficientes visuais. Além de melhorar a qualidade de vida, eles facilitam o acesso destas pessoas ao mercado de trabalho, proporcionando mais independência, promovendo a autoestima.

Uma das maiores vantagens do cão-guia em relação à bengala é a possibilidade de desviar de objetos acima do chão.Eles conduzem seu parceiro muitas horas por dia, inclusive parando em meios-fios antes de atravessarem ruas, evitam os declives, buracos ou mesmo galhos de árvores, desviam de obstáculos - mesmo os aéreos, como orelhões - atravessam ruas, memorizam trajetos usuais. São capazes de levar os donos, por exemplo, até a porta do trabalho e, dentro do prédio, localizar o elevador, o banheiro e o bebedouro.

Reconhecem um lugar novo em poucos dias, facilitando a adaptação e evitando que o deficiente dependa da ajuda de terceiros. Para não atrapalhar sua concentração, ninguém deve alimentar ou brincar com o animal durante o seu percurso, nem pegar no braço do dono: quando isso acontece, o cão entende que há outro guia e deixa de exercer a função.

O dia 27 de abril é considerado o Dia internacional do Cão Guia , porém no Brasil é difícil encontrar com pessoas com deficiência visual utilizando um cão-guia. São poucos os privilegiados que podem desfrutar desse recurso de mobilidade. O deficiente visual que pensa em trocar a bengala por um cão-guia tem duas alternativas : aguardar pacientemente na fila de espera de uma ONG brasileira ou cadastrar-se em entidades treinadoras no exterior.

As raças mais utilizadas para cão-guia são os golden retrievers, labradores e pastores alemães, sendo que as duas primeiras são reconhecidas como excelentes cães-guias, devido a sua inteligência, ética, rápido amadurecimento e capacidade de se adaptar a diferentes situações. Além de saúde perfeita, o animal tem que ser isento de agressividade. Para que trabalhe corretamente, o animal precisa seguir a rotina rígida, receber alimentos nos horários corretos, além de fazer visitas frequentes ao veterinário .

O treinamento para que o deficiente visual comece a utilizar este recurso pode ser realizado no lar, num centro residencial de reabilitação ou numa combinação de ambos.O animal precisa realizar um reforço do aprendizado três vezes no primeiro ano. Anualmente, do segundo ano em diante e revertendo para 4 vezes por mês quando o cão estiver se aproximando da aposentadoria.

O direito de ir e vir é garantido pela Constituição brasileira, inclusive para aquelas pessoas com algum tipo de limitação. Esses animais, que são especiais, também têm o direito de ir e vir. E garantido por uma lei federal, a de nº 11.126, assinada em 2005. Tanto os cães que já estão trabalhando, quanto os que estão sendo socializados precisam apresentar alguns documentos, caso seja requisitado, para ter o acesso liberado.

Apesar da lei, o deficiente visual e seu companheiro ainda enfrentam obstáculos. A lei diz que a pessoa que tentar dificultar o acesso do cão-guia está sujeita a aplicação de penalidade. No caso de taxistas que se recusem a prestar serviço, deve-se acionar o DTP (Departamento de Transporte Público) e registrar a denúncia. A multa para quem descumprir a lei pode variar de R$ 1 mil a R$ 50 mil. Se for um estabelecimento, a pena pode ser o fechamento.

Pessoas cegas enfrentam outra situação muito difícil , o envelhecimento do animal e necessidade de aposentá-lo. Normalmente, um cão-guia trabalha entre oito e dez anos. O dia 26 de agosto será especial para o brasiliense Leonardo Moreno, 32, e o pernambucano Arthur Calazans, 46. Os dois são deficientes visuais e estarão na Associação dos Delegados da Polícia Federal, em Brasília, para uma cerimônia onde receberão seus novos cães-guia. Desta vez, tratam-se de dois jovens cães-guia que irão substituir os Labradores Cirus e Jasmin, que cumpriram com dedicação cerca de 9 anos junto a Leonardo e Arthur.

Os dois cães a serem entregues também são da raça Labrador, e passaram por todo o preparo de praxe de cães-guia do Projeto Cão-Guia de Cegos do Distrito Federal. Eles viveram com famílias hospedeiras voluntárias por cerca de um ano, até atingirem a idade para o treinamento técnico. Essa etapa acontece por meio de uma parceria com profissionais do Corpo de Bombeiros .

Segundo Maria Lúcia de Campos, o Projeto Cão-Guia de Cegos do Distrito Federal já entregou 47 cães-guia para deficientes visuais no DF e outros Estados desde 2002. Em média, ocorrem três entregas por ano e a ação de preparo envolve o esforço de muita gente. Atualmente, existem 8 cães em fase inicial de treinamento, 3 cães prontos e uma lista de espera de 300 pessoas aguardando um cão-guia.

Na cidade de Sapporo, no Japão, foi criado em 1978 por uma associação que cuida dos cães-guias, um asilo para cuidar dos cães que se aposentam, mais de 200 animais viveram seus últimos anos de vida no local.

No Brasil a primeira dificuldade é encontrar outro cão treinado para entregar a um deficiente visual. Saber qual é o destino deles, depois de aposentados é uma grande desafio. Eles merecem ser tratados sempre com muito respeito e carinho, jamais poderão se sentirem abandonados depois de ter dedicado toda sua vida a esta nobre missão.


Autoria : Vininha F. Carvalho

sábado, 7 de outubro de 2017

O compromisso da notícia com a defesa dos direitos dos animais


A causa dos animais requer reflexão e debate para conseguir evoluir. É necessário saber interagir com as pessoas que ainda desconhecem os seus valores e princípios. As notícias devem ser divulgadas com o intuito de buscar solução para os problemas, jamais com sensacionalismo, banalizando a violência, às vezes até indiretamente incentivando. 

Para enfrentar a questão dos maus-tratos é necessário maior engajamento e a ampliação da consciência dos profissionais da imprensa. A imprensa não pode criar na sociedade o sentimento pessimista de achar que a situação dos animais está cada vez pior. É preciso oferecer informações sobre ações, projetos e políticas sérias em prol do bem estar dos animais, ressaltando sempre os bons exemplos. Contribuindo, assim, para a conscientização, além de estimular o intercâmbio, através do diálogo entre as pessoas, facilitando a compreensão sobre a importância da defesa do direito dos animais”.

A defesa do direito dos animais exige conscientização através da educação, se transformando no melhor caminho para ampliar a luta contra as crueldades. É preciso intensificar a qualidade da formação dos profissionais de imprensa e o compromisso em valorizar os animais na sociedade.

Os formadores de opinião precisam pensar num mundo prático para cultivar toda a teoria transformadora nas relações entre os animais e os humanos, colaborando na construção de uma consciência crítica, combatendo as mazelas que vivemos no cenário atual.

A informação precisa reafirmar os verdadeiros valores e posicionamentos, de uma maneira consciente, para fortalecer a luta diária frente aos desafios que temos para impedir que os animais sejam expostos as situações degradantes.

A abordagem necessita ser apresentada de uma maneira clara e objetiva, através de profissionais que conseguem dar um enfoque construtivo. Normalmente, a pauta que envolve a defesa dos direito dos animais é mantida apenas enquanto o problema permanece visível, não dando a mesma ênfase às soluções e medidas de correção do problema. A notícia é feita superficialmente e com um grande apelo sensacionalista.

É fundamental ter a frente do relato, profissionais especializados para propiciar a divulgação correta dos fatos que envolvem os animais, sendo capaz de formar através de seu trabalho uma legião de multiplicadores e educadores em busca de uma vida cada vez mais digna para os animais.

Infelizmente existem pessoas que em nome de defender os animais, acabam gerando uma grande confusão na cabeça do público com os quais se relaciona. Associam as crueldades sofridas pelos animais a pedidos de doação, dando origem a perigosa “indústria da esmola”, que não permite que a causa dos animais evolua e acaba transformando esta ideologia numa causa sem solução e credibilidade.

O engajamento do formador de opinião é que dará o sentido correto para a matéria. Uma notícia deve mostrar o problema enfrentado pelo animal e o que poderia ter sido feito para evitar os maus-tratos. Jamais deverá ser demonstrado que a impunidade imperou, pois isto enfraquece o processo de conscientização em prol dos animais.

O trabalho dos jornalistas competentes e idealistas, compromissados com a ética serão cada vez mais valorizados. Através deles, será possível conquistar mentes e sensibilizar corações, estimulando a cidadania, a prática de uma postura ética no relacionamento com os animais será a diretriz.

A partir do momento, que as mentes forem mudadas, de maneira a estabelecer uma nova visão, todos saíram ganhando, os veículos de imprensa terão sua missão fortalecida e a crueldade será combatida.



Fonte: Vininha F. Carvalho

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Iniciativa visa promover ações positivas em favor dos animais


Para que cada vez mais pessoas se envolvam com a causa dos animais, no dia 4 de outubro, será comemorado pelo 17º ano consecutivo o Dia Nacional de Adotar um Animal. Esta campanha educativa visa promover ações positivas em favor dos animais. Existem muitos animais domésticos abandonados à espera da oportunidade de serem adotados. 

Nesta data, também, será realizada uma mobilização ressaltando a importância da posse responsável e da esterilização, como uma maneira de garantirmos aos animais uma condição digna de vida, através de eventos que deverão ser realizados em várias cidades do Brasil.

Como idealizadora desta iniciativa, com alegria, estou recebendo diariamente o comunicado de pessoas dispostas a somarem esforços, oferecendo para doar seu tempo, seja para realizar palestras, ou mesmo, para conscientizar seus vizinhos. Outras pessoas oferecem suas habilidades, talento e energia positiva para ajudar a realizar algumas tarefas criativas que reforçam o trabalho de conscientização.

Doar ações pode parecer algo simples, mas é uma colaboração muito valiosa, um sentimento nobre que o dinheiro jamais conseguiria adquirir. Doar ação resulta em reciprocidade. A generosidade se reverte em alegria e satisfação, surgindo os laços sinceros de amizade.

Doar o tempo, nem sempre é fácil, podendo requerer até certo grau de sacrifício pessoal, mas representa uma oportunidade de investir no bem estar dos animais, onde a maior felicidade está em oferecer o melhor de si, não em apenas oferecer esmolas.

Todo incentivo à adoção responsável, abordando sua importância, tanto no que diz respeito ao animal, quanto aos benefícios que trazem aos humanos merecem ser amplamente divulgados. O relato de bons exemplos favorecerá para que surjam novas adoções bem sucedidas.


Como participar:

- Divulgando esta proposta para os amigos, nas escolas, nas igrejas, nas empresas, enfim ecoando no coração das pessoas.

- Através de cartazes confeccionados com muito carinho e criatividade, a pessoa poderá divulgar em vários locais públicos, clinicas veterinárias e pet shops.

- Cada aliado que se disponha ajudar será sempre uma grande conquista e aumentará a possibilidade de diminuirmos o número de animais abandonados.

- As entidades poderão realizar eventos de manifestação de apoio e assim, fortalecer a sua participação neste processo de valorização e respeito ao animal na sociedade, demonstrando alto grau de civilidade.


Website: http://www.adotarebomdemais.com.br



Fonte: Vininha F. Carvalho