terça-feira, 19 de junho de 2018

O poder terapêutico do amor incondicional


Quando você pensa em algo que melhore sua saúde, adotar um animal vem à  sua mente?

Dezenas de pesquisas e estudos realizados ao redor do mundo mostram que pessoas que têm animais vivem mais e com melhor qualidade de vida do que as que não têm. Eles trazem benefícios em todas as fases da vida .

Os animais são recomendados para crianças, porque contribuem para o aumento da auto-estima, melhoram a integração, aumentam a capacidade de aprendizagem e diminuem a agressividade. A presença deles estimula o equilíbrio emocional, especialmente de crianças com problemas na escola.

Ensinar a criança a cuidar e respeitar o seu animal de estimação permitirá o desenvolvimento de sentimentos nobres, alicerçados no amor e na inocência, criando um laço profundo de amizade, que no futuro poderá servir de referencia na socialização. O animal faz com que ela se sinta mais segura, pois aprenderá a se relacionar sem os conflitos encontrados no dia-a-dia com seus colegas.

Uma proposta inovadora foi divulgada na Conferencia de Iahaio,a  Declaração Bichos na Escola. O objetivo é aproximar os animais e as crianças no ambiente escolar, visando promover o desenvolvimento individual e, também  tornar o local escolar mais estimulante, aumentando o aprendizado. Esse tipo de projeto já se provou eficaz e interessante tanto para os estudantes como para os animais.

A maioria dos países desenvolvidos tem programas educacionais baseados nessa experiência, onde conseguem motivar os alunos a ter consciência sobre o auto-respeito, o respeito a outras formas de vida e, por conseqüência, à natureza.

Os animais oferecem companhia aos adolescentes, até na prática de esportes, como é o caso dos cães no agility. Eles se sentem autovalorizados ao aprender a conduzir o animal, enquanto despertam para responsabilidade e obrigação, pois o animal é disciplinado através do limite estabelecido.

Em vários países, inclusive no Brasil , hospitais já admitem a presença deles para auxiliar no tratamento e elevar a recuperação dos pacientes.

Os tutores de animais estão entre os que sobrevivem mais tempo após um ataque cardíaco,sofrem menos de depressão,de solidão,de medo e de ansiedade.

A presença deles em casa, também, diminui a pressão sanguínea,os níveis de colesterol e o estresse dos moradores. Os idosos que possuem um animal de estimação gastam menos com médicos.

As caminhadas diárias, realizadas para levá-lo para passear, auxiliam na prevenção de problemas cardíacos e na recuperação de quem sofreu um infarto

Segundo Dennis Turner, fundador da Associação Internacional das Organizações de Interação Homem-Animal, animais podem atuar como terapeutas para crianças, jovens infratores, idosos, deficientes físicos e mentais e até casais em crise. "A presença de um animal de estimação em casa previne doenças psicológicas e até problemas cardíacos, uma vez que os passeios com o animal obrigam o dono a praticar exercícios", afirma.

Uma pesquisa da Universidade de Búfalo (EUA) realizada com 50 casais que tinham animais e 50 que não tinham, demonstrou que lares com animais apresentavam redução de conflitos, ajudando a manter a vida conjugal mais estável.

Escolas, hospitais ou residências , não importa o lugar; conviver com um animal é um dos melhores recursos terapêuticos

Adotar um animal é um verdadeiro plano de saúde, sem restrições e carências, onde todos são beneficiados . Não tem contra indicação. Ele tem uma influencia muito positiva, sendo capaz de estimular as pessoas a encontrarem o equilibrio físico e mental. É o “remédio” na dose certa,  que faz bem em todas as idades!




                       Benefícios á saúde                           

 - Ajuda no combate a depressão

 - Ajuda com autismo

 - Ajuda a fazer exercícios e manter a boa forma física

- Baixa o risco de doenças cardiovasculares

- Baixa os níveis de triglicérides

 - Baixa o nível de colesterol

 - Diminui as chances de desenvolver alergias

  - Melhora o sistema imunológico

   - Melhora o humor

   - Reduz pressão arterial

   - Reduz risco de derrame

   - Resgate da afetividade e sociabilidade

    - Reduz estresse

    - Reduz ansiedade

     - Reduz a solidão

     - Vida mais longa 
Fonte: Vininha F. Carvalho

terça-feira, 12 de junho de 2018

A Copa do Mundo chegou ......e agora ?

Apesar de toda a expectativa pelos jogos, nunca é demais lembrar os problemas que isto irá gerar a todos, principalmente aos animais que serão incapazes de compreender tamanha euforia por algo tão distante da rotina de seus tutores. Alguns tutores irresponsáveis tentam até caracterizar o animal, impondo a eles um sofrimento desnecessário.

Como poderíamos justificar aos animais, ditos irracionais, que somos seres racionais diante de tamanha hipocrisia que constatamos neste período de Copa do Mundo?

As pessoas "embriagadas" pela mídia comemoram algo tão vazio, que para se fazerem notar, precisam fazer muito barulho, enquanto os jogadores se preocupam apenas com si mesmo, e não ouvem a nada que não seja relacionado aos interesses da FIFA.

Os animais acabam se tornando vítimas da situação imposta por este "delírio coletivo". O excesso de barulho gerado pelas cornetas, gritos e fogos de artifícios pode ocasionar nos animais reações adversas, como: palpitações, taquicardia, salivação, tremores, sensação de insuficiência respiratória, falta de ar, náuseas, atordoamento, sensação de irrealidade, desequilíbrio, agressividade, etc... O pânico das explosões pode causar paradas cardiorrespiratórias, perdas auditivas e surdez.

Esse tipo de perturbação provoca na conduta do animal tentativas descontroladas de escapar, incentivada pelo estado de pânico, podendo durar vários minutos e em casos severos podem variar de 1 a várias horas, dependendo do tempo que dure o estímulo (barulho provocado por fogos de artificio)

Alguns animais chegam a sofrer alterações de seu ciclo reprodutivo e há histórico de animais que, pelo trauma, mudam de comportamento para sempre, ficando apáticos ou agressivos.

Os tutores responsáveis são aqueles que não permitem seus animais participem deste tipo de manifestação. O ideal é permitir que eles se acomodem num lugar tranquilo, longe da movimentação das visitas e de alimentos e bebidas que possam provocar distúrbios gastrointestinais. Uma pequena quantidade de bebida alcóolica, por exemplo, em muitos casos é suficiente para causar o coma, podendo leva-lo á morte.

O local adequado oferece janelas e portas vedadas, para reduzir o impacto do som alto. Quanto menos barulho houver, mais seguro ele se sentirá.

A orientação de um veterinário na hora de utilizar a medicação tranquilizante é fundamental para garantir a administração da dose adequada.

A homeopatia e Florais de Bach são opções que podem ajudar os animais a enfrentarem este período tão estressante. Além das medidas de precaução, a homeopatia e os florais de bach, podem ser úteis para diminuir o estresse, o desconforto auditivo e as fobias geradas pelos rojões. Os Florais atuam nas emoções, não possuem componentes químicos e não têm contra-indicações. Mas precisam ser utilizados algum tempo antes.

Aqui vão algumas dicas para manter seus animais a salvo durante as comemorações da Copa:

- Nunca deixe seu animal sozinho em um local onde ele ao se sentir desesperado possa escapar e se perder ou até mesmo se machucar tentando pular os muros.

- Se tiver mais que um animal, evite deixar os animais juntos no momento das explosões de fogos para que não ocorram brigas.

- Não o mantenha acorrentado, pois ele corre risco de enforcamento.

- Portas e portões devem ser trancados para conter eventuais fugas do animal.

- Permita que o animal, independente do porte , eleja o seu enconderijo , mesmo que seja dentro de casa , ou até mesmo embaixo da sua cama.

- O responsável pelo animal deve fazer uma plaqueta, colocar um pedaço de esparadrapo, escrever na coleira bem forte, o nome do animal e telefone para contato em caso de fuga inesperada! Isso facilitará a localização do animal!

A quantidade de anúncios de animais desaparecidos provenientes deste tipo de evento é enorme e, a maioria poderia ser localizada se portasse uma identificação.

No que diz respeito ao animal humano, vale lembrar, que os problemas brasileiros e, em especial, nas cidades - sede, foram “maquiados”, para receberem os jogos deste evento mundial em grande estilo.

O Brasil tem um alto índice de pessoas vivendo em extrema miséria, num nítido contraste entre a ostentação de uma Copa do Mundo e a pobreza plena.



Fonte: Vininha F. Carvalho

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Sintomas associados à queda de pelo em animais


A maioria dos cães e gatos solta pelos o ano inteiro, Isso pode ocorrer por diversos motivos, podendo ser ou não naturais. A queda fisiológica é decorrente do envelhecimento do próprio, ou do folículo do pelo, sua raiz, que cai para que outro nasça no lugar. Ela acontece normalmente em época prevista, e não acontece em um local específico da pelagem do cão, mas de maneira uniforme em todo o corpo. Isso não significa, no entanto, que o cão vai ficar "careca" : a queda somente é percebida com observação, pois os pelos apenas ficam menos densos.

Existem muitos recursos para que essa fase seja enfrentada com o mínimo de transtornos, sendo a escovação frequente uma das dicas mais simples que, se adotada como parte da rotina, oferecerá um bom resultado. Normalmente ocorrem duas trocas sazonais mais intensas: na primavera, substituindo a pelagem por uma mais fina para o verão; e no outono, por uma mais densa e grossa, que tem o objetivo de auxiliar na proteção térmica no inverno.

A queda de pelo em cachorro é normal quando acontece de forma uniforme em todo o corpo do animal e não há a manifestação de nenhuma sintoma, como coceira, vermelhidão, inchaço ou mudança comportamental. Por isso, tenha sempre o cuidado de observar cuidadosamente a pelagem do seu animal de estimação.

Para amenizar a queda de pelo natural dos cães é necessário manter uma dieta saudável. Alguns alimentos e rações para animais podem não conter a quantidade necessária de nutrientes que eles precisam, e isso pode influenciar bastante na quantidade da queda de pelosl.Alguns alimentos são muito secos e, se o animal não consumir bastante água, podem acabar deixando-o desidratado, o que contribui para a queda de pelos. Alguns cachorros também podem apresentar alergias a certos alimentos e esse problema se apresentar na pele, influenciando na queda dos pelos.

Segundo a Dra Camila Coelho e Silva, especialista em dermatologia, da Clínica Cão.com, de Florianópolis – “nos gatos percebemos trocas de pelagem ao longo de todos os meses do ano, intensificando-se também nas épocas de troca de estação, como no caso dos cães. Mas nesses animais a queda tem bastante correlação com fatores de estresse. Quando se sentem desconfortáveis, desconfiados e acuados, soltam mais pelo que o normal.Nas mudanças sazonais, a queda intensa os não deve ultrapassar 30 dias e não produz falhas na pelagem, pois 50% dos pelos estão em fase anágena (de crescimento) e 50% em telógena (de dormência). Quando muitos pelos caem, aqueles folículos que estavam em fase de descanso são ativados. Se a perda de pelos está ocorrendo há muito tempo e existe a presença de outros sinais na pele e nos pelos (opacidade, falhas, odor forte que tende a não desaparecer com banhos, caspas etc.), pode haver outros fatores associados, como as doenças de pele” .

A queda patológica, também conhecida como alopecia, é a queda anormal dos pelos, que pode ter diversas causas. Doenças no pelo ou na pele do animal, como micoses, eczemas e sarna, por exemplo, além de muitas outras, podem ser a causa da queda anormal dos pelos.Outra possível causa está relacionada as doenças infecciosas. A avitaminose, que representa a ausência da vitamina A no corpo, pode causar a queda dos pelos, assim como a perda do brilho e da resistência dos mesmos.

É recomendado consultar um veterinário dermatologista para realizar o tratamento adequado nos casos de sarnas, alergias, micoses, seborreia e foliculite. O controle de ectoparasitas, como pulgas, carrapatos e ácaros da sarna, podem ser feitos mensalmente e também evitam coceiras e perdas de pelagem por arrancamento de pelos.

Na rotina de limpeza da casa para deixar o ambiente livre dos pelos é necessário aspirar. Passar pano úmido também faz com que os pelos sejam mais facilmente removidos. Outra opção bem útil são os rolos de papel adesivo, que podem ser passados em sofás, almofadas e roupas quando os pelos indesejáveis sugirem.

Como podemos perceber, as causas da perda de pelo no cão são muito diversas, mas quem melhor pode determinar sua origem e, também, determinar a solução para este problema é um profissional. Se você perceber que o animal tem menos pelo ultimamente, não tenha dúvida e leve-o ao veterinário para que seja identificada a verdadeira causa.

Autoria: Vininha F. Carvalho

quinta-feira, 24 de maio de 2018

A morte de pássaros e peixes após o reveillon é um grito de alerta


Depois da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro de 1948, o mundo necessita de uma nova declaração universal, desta vez de obrigações humanas, tanto dos indivíduos quanto dos estados, a fim de deter a progressiva deterioração do ambiente de nosso planeta.

Quando mencionamos uma sociedade muito pouco ecológica, falamos de um sistema capaz de destruir recursos naturais, sem se preocupar com a enorme biodiversidade nele existente. Vivemos no século XX um verdadeiro período de destruição em massa de animais e viveremos neste século XXI outro ciclo de destruição em massa agora de seres humanos, se algo não for feito para mudar nosso padrão de relacionamento com o meio ambiente.

Enquanto o homem não aprender a preservar o que é bom e necessário para sua própria vida, será muito difícil haver, de uma forma eficaz, a efetuação em massa da conservação de bens coletivos. É válido lembrar que coletivo não deveria ser encarado como sendo somente a natureza, mas também o meio urbano, que é coletivo a todos, afinal, somos nós quem o construímos e modificamos.

Na vida, só existem processos. Os seres e objetos são apenas a parte aparente desses processos. E todos eles (os processos), além de não terem origem, não tem fim (vêm do infinito e vão para o infinito, em constante movimento e transformação). Os seres que surgiram na água (as primeiras formas de vida na Terra teriam surgido na água) evoluíram para os peixes, plantas aquáticas etc. Os que experimentaram a vida fora da água evoluíram para os répteis, batráquios, anfíbios etc. Os que se adaptaram à vida fora da água evoluíram, no mesmo atrito com a natureza, só que muito mais hostil, para as formas que aí estão, das aves aos mamíferos, incluindo a espécie humana.

Tais processos duram bilhões de anos, acontecem no atrito constante entre a espécie e a natureza, pela sua sobrevivência, e que garante a evolução. Toda matéria orgânica, para poder sobreviver, precisa “reconhecer” e “entender” a mensagem da mãe natureza, do contrário sucumbe diante das suas reações. Não há nenhuma matéria orgânica viva, no planeta, que não tenha um mínimo de “entendimento” de sua realidade ecoambiental. Até mesmo o mais primário dos vegetais dispõe de grau mínimo de “entendimento”, do contrário não teria se adaptado e já teria desaparecido, como aconteceu com várias formas de vida.

Talvez seu cachorro corra até a porta quando você está para chegar em casa. Ele percebe com antecedência a aproximação de uma tempestade e fica desesperado quando ocorre a queima de fogos de artifício. Este "entendimento", que pode ser considerado por alguns como “sexto sentido”, precisa ser devidamente pesquisado e compreendido pela humanidade.


As pessoas são muito manipuladas pelo interesse econômico e não conseguem enxergar as coisas claramente. Vemos nos dias atuais, discursos bonitos em prol da preservação ambiental,que não saem do papel.Precisamos por em prática um novo modelo de desenvolvimento, abarcando um nova postura, onde haja a preocupação com a biodiversidade, incluindo aqui, obviamente, o ser humano.

As mortes em massa de animais nos Estados Unidos na virada do ano de 2010 detonaram uma onda de especulação sobre as causas dos episódios. Primeiro, 3 mil pássaros negros caíram do céu na pequena cidade de Bibi, no Arkansas. Todos os pássaros apresentavam hemorragias, além disto foi registrada a morte de 100 mil peixes no rio Arkansas. Mais ao sul, no Estado da Louisianna, outros 500 passarinhos caíram dos céus. Alguns apresentam asas e espinhas quebradas. A análise dos profissionais competentes descartou sinais de infecções ou de doença contagiosa. Foi o que constatou a autópsia realizada pelo Instituto Nacional de Veterinária (SVA, em sua sigla em sueco) em cinco aves.

Dezenas de pássaros,também, foram encontrados mortos nas ruas da localidade sueca de Falköping. Veterinários estão agora a analisar a causa da morte das gralhas-de-nuca-cinzenta, mas assinalam a existência de um espectáculo de fogo de artificio, próximo do local onde os pássaros foram encontrados.

As autoridades dizem que o tempo frio, as dificuldades em encontrar comida e um possível susto devido ao fogo de artificio podem ter causado stress nos pássaros que morreram. Nos últimos dias seguintes têm sido frequentes as notícias acerca de morte massiva de pássaros.
Os biólogos estão a investigar a causa da morte dos pássaros no Arkansas. Cientistas acreditam que o estresse causado por fogos de artifício do Ano-Novo pode ter causado a morte dos pássaros. As dezenas de pássaros que apareceram mortos nas ruas da cidade sueca de Falköping morreram devido a hemorragias internas provocadas por "trauma físico extremo", informaram na quinta-feira,(6/1/), as autoridades do país nórdico.

No Brasil, técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), órgão ligado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (CEM-UFPR) verificaram que na segunda-feira (3/1/2011), milhares de peixes apareceram mortos no local. Os técnicos aguardam o resultado do laudo para confirmar o motivo da mortandade dos animais. Entretanto, segundo informação do capitão Edson Oliveira, coordenador regional no Litoral da Defesa Civil, ao que tudo indica os peixes não estão mais morrendo.

Comemorações com fogos de artifício são traumáticas para os animais, cuja audição é mais apurada que a humana e segundo pesquisas são capazes de pressentir eventos sísmicos importantes. Devido a ocorrencia dos fogos de artíficio, os cães latem em desespero e, até, enforcam-se nas correntes. O gatos têm taquicardia, salivação, tremores, medo de morrer, e escondem-se em locais minúsculos, alguns fogem para nunca mais serem encontrados. Há animais que, pelo trauma, mudam de temperamento.

Em nome de uma comemoração da chegada do Ano Novo, em nome da paz, o ser humano atrita com a natureza, que emite sua resposta implacável. No Brasil, a passagem de ano era considerada como uma uma festa de cunho religioso e frequentada por moradores de Copacabana e devotos. Desde meados da década de 80 do século passado com a sofisticação, adesão dos hotéis da orla da praia de Copacabana e o apoio das autoridades, o Reveillon de Copacabana transformou-se num dos principais eventos de final de ano do mundo, recebendo mais de 2 milhões de pessoas que juntos celebram o novo ano e a paz.

Neste réveillon a queima de fogos no Rio de Janeiro durou mais de 20 minutos. Muitas outras cidades brasileiras , também, promoveram este tipo de evento. Os shows da virada de ano ao redor do mundo, foram marcados com a queima de fogos de artifício em Sydney ( Australia), Tokyo( Japão),(Ahmedabad) India, Times Square(Nova Iorque), (Hong Kong) China, Petersburg( Russia) , Edimburgo ( Escocia) , Karachi (Paquistão), Londres ( Inglaterra), entre outros.

Quinze tremores de terra de diversas intensidades atingiram na quarta-feira, 5 /1/2011 o centro e o sul do Chile, mas sem deixar vítimas ou danos materiais. A informação foi divulgada pelo Instituto de Geofísica da Universidade do Chile, que indicou que apenas três terremotos ultrapassaram os quatro graus de magnitude na escala Richter. O primeiro deles, com magnitude de 4,2 graus, aconteceu às 4h05 da hora local (5h05 de Brasília), com epicentro a sete quilômetros ao norte de Tirúa, na região de Bio Bio, e a 25,6 quilômetros de profundidade.Um novo sismo, que chegou à magnitude de 4,4 graus na escala Richter, ocorreu às 16h35 da hora local (17h35 de Brasília) na zona central do Chile, com epicentro a 44 quilômetros ao oeste da cidade de Los Andes, vizinha a Santiago, e a 68 quilômetros de profundidade.

O último dos maiores sismos, de 4,2 graus de magnitude, aconteceu às 22h43 da hora local (23h43 de Brasília), com epicentro a 31 quilômetros ao sul da cidade de Iquique e a 43,6 quilômetros de profundidade.No domingo, 2/1/2011, um terremoto de 6,9 graus na escala Richter, com várias réplicas, fez os chilenos lembrarem a catástrofe de 27 de fevereiro de 2010, quando um sismo de 8,8 graus devastou parte do centro e do sul do país.

O Conselho Nacional de Investigação Científica e Técnica (CONICET) afirmou que o Nahuel Huapi, localizado na cidade turística de Bariloche, após o sismo no Chile, apresentou uma faixa de águas claras, que se foi expandindo até cobrir mais da metade da superfície.Cientistas argentinos atribuiram o fenômeno à suspensão de camadas de sedimentos deslocadas pelo terremoto, mas não descartam novas hipóteses.

O fenômeno chamou a atenção de especialistas, mas também de curiosos e fiéis, pois histórias de nativos dizem que nas águas azuis do lago, com cerca de 500 metros de profundidade, vive uma espécie de animal misterioso, uma versão latino-americana de monstro do lago Ness, da Escócia.

O Nahuel Huapi está localizado no sopé da Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile, onde no domingo passado aconteceu um terremoto de 6,9 graus na escala Richter.

Dois terremotos de média intensidade atingiram o Irã no sábado (8/1/2011),deixando um número inda indefinido de vítimas e consideráveis danos materiais na província de Fars, no sul do país, informou a emissora de televisão estatal.

Segundo a fonte, os tremores foram sentidos às 3h54 da hora local (22h24 de sexta-feira pelo horário de Brasília), e atingiram 5 e 5,1 graus na escala Ritcher. Equipes de emergência e de socorro foram enviadas à zona para atender a população, acrescentou a fonte. Estas regiões do sul e do leste do Irã foram abaladas durante os últimos dias por uma alta atividade sísmica, com terremotos nas cidades de Zahedan, Bam, Jash e Iranshahr.

Os 950 desastres naturais de 2010 deixaram 295 mil mortos e causaram um prejuízo de US$ 130 bilhões. A quantidade de desastres é muito superior à média dos últimos trinta anos, que é de 615 casos, afirmou a seguradora alemã Munich Re. Destes 950, nove décimos foram eventos climáticos como tempestades e inundações.

Um dos terremotos mais devastadores na história dos últimos 100 anos foi o do Haiti, que aconteceu em 12 de janeiro de 2010, matou mais de 220 mil pessoas e resultou em uma tragédia humana de uma escala impressionante. Apenas o terremoto de Tangshan, na China, em 1976, matou mais pessoas (242 mil).

Cinco centenas de vezes mais energia do que no terremoto do Haiti foi liberada pelo terremoto que atingiu o Chile pouco mais de um mês depois. Com perdas totais de US$ 30 bilhões, o tremor de fevereiro no Chile foi a catástrofe mais cara do ano passado. O Chile é um país com construções preparadas para a alta exposição a terremotos. Como resultado, houve relativamente poucas vítimas humanas, apesar da gravidade do terremoto - o quinto mais forte já medido.

Este total torna 2010 o ano com o segundo maior número de catástrofes naturais desde 1980 (ano a partir do qual existem dados sobre as catástrofes), sensivelmente superior à média anual para os últimos dez anos, que é de 785 eventos por ano.

O tema da paz é parte inerente essencial da luta por um outro mundo possível, justo, humano e pacífico, coincidência ou não , é preciso aprofundar os estudos referentes aos impactos dos fogos de artifício no meio ambiente. A morte vinda dos céus , representada pelos pássaros e no outro extremo, a morte dos peixes , pode ser um alerta sobre a incidência dos terremotos, que estão sendo registrados com maior freqüência no primeiro trimestre do ano novo.

O Brasil conta com tudo para ser o pioneiro de uma civilização ecologicamente sustentável, dispensando este tipo de comemoração que envolve os fogos de artifício, tão perigosa para a natureza, vamos dar nosso bom exemplo, enquanto é tempo!



Fonte: Vininha F. Carvalho