terça-feira, 27 de outubro de 2009

Distinguir para não confundir !











O animal representa a natureza primitiva e instintiva de que todos nós somos constituídos. O animal é parte da natureza e, como tal, não é bom nem ruim, obedece apenas ao seu instinto, que é também o fundamento da natureza humana e, se não for integrado à sua personalidade, pode ser extremamente perigoso.

A necessidade de implantarmos, uma nova mentalidade capaz de permitir uma relação de respeito com os animais e a natureza em geral, permitirá também , o desenvolvimento de atitudes éticas na sociedade.

O grande desafio dos centros urbanos que visam a melhoria da qualidade de vida enfocando a ética , é conseguir implantar e fortalecer a idéia, de que o bem estar animal não pode mais ser considerado como um ato de caridade e sim como uma obrigação legal .

A população de pequenos animais, que vivem e sobrevivem , em relação direta com as condições do meio ocupado pelo homem, não podem continuar sendo abandonados. Esta situação requer a urgência de unir esforços da comunidade, para que se obtenha o controle de natalidade, enfatizando a necessidade de sensibilização da população sobre a posse e responsabilidade dos animais de estimação. O abandono de um animal é um ato cruel e degradante, demonstração clara, de falta de caráter e incapacidade para assumir compromissos, e caracteriza-se num crime.

É fácil distinguir , também, os verdadeiros protetores, os que se dedicam á proteção animal por amor, por idealismo e por convicção buscam uma solução para combater o abandono. Proteção animal é um assunto que precisa ser tratado com determinação. Desde os mais remotos tempos , ensina-se que, nas questões complexas, que envolvem animais e pessoas, é preciso saber bem distingui-las.

Na atualidade , em todas as áreas do conhecimento, em todos os segmentos da atividade humana, é importante reaprender a sábia lição dos antigos. Em todas as atividades , há os que são realmente sérios, competentes e dedicados, e há, infelizmente os imediatistas.

Os primeiros são pessoas estudiosas, idealistas, abnegadas, que sacrificam até interesses pessoais legítimos, em prol da causa.São movidos por um grande amor aos animais, por ter uma grande consideração e admiração por eles , nutrem um sincero desejo de promove-los na sociedade. De consciência ecológica bem formada, os verdadeiros protetores dos animais tem um passado de lutas e de realizações positivas e construtivas.

Por outro lado , há quem ignore que a defesa do direito dos animais se faz estimulando a cidadania, o desejo de fortalecer a responsabilidade social , e não apenas como um ato assistencialista.Precisamos combater a causa , e não apenas tentar controlar as consequencias através do pedido de doações. Os animais abandonados merecem ser tratados com mais dignidade e isto jamais será possível se não houver um engajamento da sociedade.

Quem realmente ama uma causa, jamais se afasta dela, luta com esforço e persistencia para que ela cresça , evolua e seja cada vez mais valorizada. Cada um deve saber usar o seu discernimento, para bem identificar e distinguir uns e outros, os que sabem assumir suas ações, e os que acham mais comodo sumir, quando a situação fica complicada para seu lado, devido seu descomprometido com o bem estar dos animais. Esta nas mãos de cada um, que se dispõe a ajudar os animais a possibilidade de encontrar a solução, se souber compartilhar suas idéias, estimulando a posse responsável e a esterilização.

Na causa animal não existe vencer, mas sim convencer seus semelhantes a serem mais sensíveis e unidos em prol dos animais.

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