quinta-feira, 29 de julho de 2010

É muito fácil administrar um projeto social...


Se você não concorda com a frase acima, é porque, provavelmente, faz parte da grande maioria dos projetos sociais que trabalham arduamente em busca de seus objetivos com parcos recursos e com uma equipe de profissionais – voluntários ou não – que não estão totalmente preparados para a dura realidade das ONGs brasileiras.

Uma das principais falhas do Terceiro Setor é a falta de desenvolvimento adequado de um Círculo de Liderança Comprometida, ou seja, a falta de liderança da equipe. Isso ocorre porque, na maioria das vezes, o líder, erroneamente, toma posicionamento e comportamento de voluntário e acaba contagiando toda equipe.

Talvez tal comportamento seja provocado pela ansiedade ou pela necessidade emergencial de se conseguir fundos para tocar o barco.

Diversos gestores tentam buscar recursos de forma atabalhoada, sem planejamento. Acreditam que a “causa” é suficientemente forte para convencer a sociedade de que é preciso participar. Às vezes funciona, mas geralmente não.

Preocupam-se com o mínimo, com os incêndios do dia-a-dia, mas deixam as oportunidades passarem muitas vezes por “medo”. Diante de algum grande projeto, recurso ou edital, dizem que estas informações não cabem a sua instituição e que não possuem condições de elaborar ou executar projetos deste porte. Assim as oportunidades vão passando...

Por falta de iniciativa estas instituições não implantam um setor de captação de recursos, porque não tem recursos. E, como em um círculo vicioso, a ausência de recursos é explicada pela falta de um setor de captação de recursos. Assim, vivem nos problemas e não nas soluções.

Então, concluímos que para se fazer o bem, é preciso estar bem.

Não basta ter conhecimento para elaborar projetos ou fazer uma boa prestação de contas. É necessário, antes de tudo, focar nos gestores. Muitas vezes as oportunidades passam por MEDO, VAIDADE ou DESCOMPROMETIMENTO da equipe que rege a orquestra.

Para que haja essa transformação e estruturação do pensamento dos gestores do Terceiro Setor, é preciso mudar o foco primeiro das pessoas envolvidas na gestão para, assim, mudar toda a organização.


FONTE:...Parte desse texto é um relato de Perolina Cezar, de Cuiabá, que, após fazer o treinamento Transformação e Liderança, ministrado pelo GATH, vem mudando esse cenário em sua instituição. “As vivências do TL são facilitadoras e fazem você entrar na razão de seus atos e pensamentos. É uma imersão em você mesma” explica. “Pode ser óbvio, mas é marcante que ‘nosso mundo pode mudar, se nós mudarmos’”, conclui.

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